Diante das perspectivas de uma sociedade capitalista é importante associar o consumismo e a possibilidade de superá-lo com a necessidade de mudanças comportamentais, e uma das maneiras é através do consumo consciente.
A necessidade de mudar os padrões de consumo, desde a produção, ao descarte e a maneira como a população consome deve ser considerada, pois é enorme o desperdício de recursos causado pela obsolescência programada (quando uma empresa produz um produto com curto prazo de validade).
A atitude do Terceiro Setor deve ir além da divulgação, da educação e da sensibilização de que a intensificação do consumo e os valores que a sustentam estão agravado a degradação ambiental e os problemas sociais. A atitude deve ser de atuação firme e forte, sendo ela mesma a primeira a adotar novas maneiras de produzir e consumir como exemplo para as demais organizações.
É natural que um produto sofra um desgaste com o tempo de uso. Mas criar o produto para que ele se torne obsoleto em um curto período de tempo é uma atitude que não deve ser aceita pelo consumidor e precisam ser combatidas através de leis.
A logística reversa (a empresa produtora assume a responsabilidade sobre o produto, desde a produção até o seu descarte final) e a obsolescência programada, a função e a finalidade do produto, reciclagem, a forma que é obtida o recurso da natureza para ser transformado em produto, a poluição causada pelo processo de produção, o descarte, a logística para distribuição do produto, são algumas dentre tantas outras coisas com as quais uma empresa precisa se preocupar para se destacar como produtora de bens sustentáveis.
O consumo consciente pode ser dividido em duas partes: a de produção e a de utilização. A produção é a parte da empresa e a utilização do consumidor. Essas duas partes envolvem outras centenas, e para organizar todo o processo para que se torne sustentável é necessário seguir critérios, estratégias e desenvolver um bom planejamento.
A divulgação do consumo consciente vem ganhando força pela urgência em adequar o consumo individual às possibilidades de geração dos bens planetários, e se caracteriza como uma alternativa para acabar com o desperdício e minimizar os impactos que o uso e produção de bens têm sobre o meio ambiente. O consumo consciente atende às necessidades das pessoas sem deixar de considerar as necessidades da sustentabilidade dos recursos da natureza.
O consumo pode ser uma atividade agradável para satisfazer um conjunto de necessidades. O que o torna insano é quando é exagerado e desnecessário. Algumas empresas procuram vender seus produtos a qualquer custo social ou ambiental, divulgam através da mídia, que estimula a comprar o que não se precisa.
Um bom exemplo de enfrentamento do consumo exagerado é o realizado pela ONG AKATU, que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade, através de conteúdos pedagógicos, pesquisas, jogos e dinâmicas que incentivam o consumo consciente.
Algumas pesquisas indicam que os mais suscetíveis a esse estímulo consumista são as crianças, por isso e para disseminar ideias sobre o consumo consciente e principalmente para alertar como a publicidade irresponsável atinge esse público infantil, um grupo de pais e mães organizaram pelo Facebook o Movimento Infância Livre do Consumismo.
No Ceará a ONG ambientalista Terrazul, tem seu trabalho focado no consumo sustentável e responsável. Realiza oficinas, desenvolve projetos e organiza eventos, em um deles, levou para Fortaleza o renomado físico e escritor australiano, Fritjoff Capra, um dos mentores da chamada alfabetização ecológica.
Para saber mais sobre as atividades da ONG AKATU e do Movimento Infância Livre do Consumismo é só acessar suas páginas na internet.